Saturday, November 5, 2011

はい、わかりました

Sim, entendi!
Entendi que nem sempre na vida temos o que queremos, nem sempre tudo é perfeito e maravilhoso... Entendi que por vezes lutamos por uma causa perdida, pensamos e sofremos pelo que não merece e esquecemo-nos de dar importância ao que realmente merece a nossa atenção.
Entendi também que sofrer faz parte de crescer, que a solidão faz parte de nós mesmos e que as lágrimas que correm no meu rosto um dia irão secar.
Entendi que o passado serve de consolo, de lição, de companheiro de vida para um futuro diferente, que apenas conta uma história como tantas outras.
Entendi que é hoje que tenho de agir, que é hoje que tenho de reconquistar o que perdi por não ter entendido antes a sua importância.
Sim, entendi!
E entendi finalmente que um só sorriso, puro e verdadeiro, pode mudar tudo o que eu ainda não entendo...

Monday, October 17, 2011

Telhado de vidro

Quebraram-se os vidros do meu telhado... tentei reconstruí-lo aos poucos mas este é quebrado de novo. Volto a pegar na minha força e determinação, e trabalho novamente nele, mas eis que já é fraco.
Não aguenta nem um pássaro que ao de leve pouse nos seus vidros, voam com uma ligeira brisa e como se de uma tempestade se tratasse rodopiam no ar por momentos tentanto voltar ao lugar, mas caem, partem-se no chão...

E mais uma vez se pode tentar voltar a colar cada pedaço de vidro ao outro, voltar a colocá-los no telhado, mas estes já não querem. Cortam-nos as mãos quando pegamos neles, como forma de aviso, como pedido para que não os juntemos de novo. “Já estamos tão desfeitos, não entendes que já não seremos o mesmo colados do que aquilo que éramos dantes?”
E mesmo com as mãos em sangue teima-se em não esquecer, em não querer deitar fora tantos pedaços de vidros que pareciam tão fortes, que tanta protecção aparente nos faziam sentir... em que cada pedaço é uma história, um momento, um desejo, um plano. Cada pedaço é falsamente tudo o que inteiro acabou por nunca por ser!

É preciso demolir o resto da casa e começar de novo a construir. Fechar num cofre o que restou e atirá-lo ao fundo do mar. Para que saibamos que lá está, para que incentive a que o primeiro tijolo seja colocado, para que um novo telhado possa voltar a existir e por mais forte que seja a nossa porta, para que este nunca, mas nunca se feche...

Sunday, January 23, 2011

Pisadelas de amor...

Está na hora meu amor, não tenhas medo de partir! Nunca estiveste, não estás e nunca estarás só...
Não tenhas medo e vai, vai para os braços da tua amada que te espera, que te chama e te pede que a reencontres nos seus braços...
Deixa-te ir, viveste tanto, deste (-nos) tanto e amaste (-nos) ainda mais.
Tenho a certeza que vais ficar bem melhor agora, apesar do meu amor por ti querer que ficasses sempre aqui.

Diz-lhe o quanto eu a amo, não te esqueças do quanto eu te amo a ti também, do quanto sempre admirei e amei o vosso amor tão puro e eterno.
Sabes, nunca me vou esquecer de uma história que me contaram passada há 58 anos, no dia em que deram o vosso primeiro beijo.
“Já estávamos apaixonados e dançávamos no baile lá da terra. O teu avô pisou-me e depois disse-me: Desculpa-me, são pisadelas de amor...”
E é sempre assim que vos vou recordar, duas pessoas sempre apaixonadas pela vida e pela família... que nos deram sempre e ensinaram a dar... pisadelas de amor.