Vagueio em mais uma noite
Sem nenhum sentido, sem nenhum destino
E no meio de uma confusão imensa
O meu olhar encontra o teu
E assim ficamos, petrificados no meio da multidão
com o olhar preso um no outro
O coração que não pára de acelerar
O corpo que não pára de aquecer
Pensamentos que não se conseguem transformar em palavras:
“Tu? És mesmo tu?”
“Sim, sou eu. Vem, não tenhas medo.”
Fecho os olhos e o resto do mundo desaparece
O cheiro da tua pele torna-se cada vez mais intenso
Tocas-me, sufocas-me nos teus braços
Sinto o calor dos teus lábios nos meus
Sinto o teu coração a bater depressa contra o meu
“Sabes quem sou, não sabes?”
“Sim, sei. Não tenho medo, sei que posso confiar em ti...”
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